12 de setembro de 2010

Fuzileiros Franceses 1808






Terminei mais figuras para as Batalhas Napoleónicas, são estes 60 Fuzileiros em marcha.

31 de agosto de 2010

Granadeiros de Kellermann - Terminado

Kellermann e Maransin
Granadeiros a chegar
Posiçao de Carga
Granadeiros em Movimento
Vista Geral dos 280, em ataque...

24 de agosto de 2010

Pelos Caminhos da Batalha do Vimeiro 2010

Placa de Rua
Bandeira militar no museu do Centro de Interpretação
1º Centenário da Batalha em 1908 - Inauguração do Monumento pelo Rei D. Manuel II
Disparo de Armas
Apresentar Armas - Recriação Napoleónica

16 de agosto de 2010

202.º Aniversário da Batalha do Vimeiro


A celebração terá início no dia 21, pelas 15h00, com a abertura ao público de exposições presentes no CIBV e com um desfile de elementos da Associação Napoleónica Portuguesa, que percorrerão as ruas do Vimeiro fardados à soldados da época.

Pelas 18h00 decorrerá a partida do passeio pedestre “Pelos Caminhos da Batalha do Vimeiro” (informações e inscrições na secretaria da Junta de Freguesia do Vimeiro - telefone 261 984 211), que, tal como o próprio nome indica, abrange trilhos, campos e aglomerados populacionais, que foram palco dos combates.


Vou estar presente no evento, a caminhar.....

2 de agosto de 2010

Batalha do Vimeiro 1808 - V Parte

Ordem de Batalha Francesa
21-Agosto 1808

General Junot
1º Divisão – Delabord
Brigada Brenier
Brigada Thomieres
2ª Divisão – Loison
Brigada Solignac
Brigada Charlot
8300 Homens Infantaria
Reserva de Kellermann
2100 Granadeiros
Cavalaria de Margaron
1950 Cavaleiros
Artilharia de Taviel
23 Canhões 700 Artilheiros

Ordem de Batalha Inglesa
21-Agosto 1808

General Wellesley
1º Brigada – Hill
2658 Homens
2º Brigada – Ferguson
2449 Homens
3º Brigada – Nightingale
1520 Homens
4º Brigada – Bowes
1813 Homens
5º Brigada – Craufurd
1832 Homens
6º Brigada – Fane
1903 Homens
7º Brigada – Anstruther
2703 Homens
8º Brigada – Ackland
1332 Homens
Artilharia
18 Canhões 226 Artilheiros
Cavalaria de Taylor - 240 Cavaleiros

Destacamento Português de Trant
2585 Homens

30 de julho de 2010

Batalha do Vimeiro 1808 - IV Parte


No dia anterior as patrulhas da Cavalaria francesa avistavam os Ingleses no vimeiro.

Bem cedo na manha de 21 os Ingleses colocaram o dispositivo de defesa em manobras, a infantaria e a artilharia tomaram posição nas zonas altas em redor do Vimeiro e nas encostas onde o ângulo de visão deixava escondidas as unidades, assim os franceses não sabiam o que estava para lá das primeiras linhas de defesa.
Com este dispositivo os Soldados Ingleses contavam com a surpresa, e em superioridade numérica em termos de infantaria esta batalha seria basicamente um combate de homens contra homens.

Por volta das 8 horas uma nuvem de poeira denunciava a marcha dos Franceses a caminho do Vimeiro.
A marcha Francesa estava ordenada da seguinte forma:

Na frente um regimento de cavalaria, depois a divisão Delaborde indo a brigada Brenier á direita da estrada e a brigada Thomieres á esquerda, em seguida seguia a divisão do General Loison com a brigada Solignac atrás da de Brenier e a brigada Charlot atrás de Thomieres, seguia depois a reserva de Kellermann, a reserva de artilharia e no fim da marcha seguia a restante cavalaria de Margaron.

As colunas do exército de Junot estavam em marcha e os preparativos para as receber bem calculados pelos Ingleses que tinham decidido dar combate e não esperar pelo reforço do General Trant e dos Portugueses, que assim ficaram fora da batalha de 21.

As 9 e meia da manha, Junot lança a primeira ofensiva sobre o cabeço do vimeiro com a brigada Charlot e a brigada de Thomieres no ponto onde se encontrava o grosso das forças Inglesas, ali estava a brigada Ansturther e a de Fane, posicionada defensivamente com os atiradores a coberto da lenha, arvores vinhas e tudo o que servia de abrigo, na retaguarda e fora da vista do atacante estava a formação de linha Inglesa que apôs a chegada dos Franceses vindos do cimo do cabeço abriu fogo e desmoronou o ataque da infantaria que retirou desordenadamente para o bosque que estava perto, no terreno ficaram algumas peças de artilharia Francesas abandonadas, este primeiro ataque não teve sucesso e assim Junot perdia a iniciativa da batalha pois os escassos reforços que ele tinha não chegavam para bater a infantaria Inglesa.

Pouco depois desta ofensiva o General Kellerman avança com os granadeiros de Saint-Clair no outeiro e de Marasin directos no flanco sobre a vila do Vimeiro numa tentativa de contornar o outeiro.
Com o objectivo de quebrar a defesa ali estacionada, as linhas de ataque descarregam toda a força sobre a zona da Igreja e do cemitério que foi reforçada por Wellesley com a brigada Ackland para conter este ataque e contra atacar o flanco dos granadeiros, no cemitério foi onde os combates mais violentos se travaram, a coberto dos muros e da elevação do terreno os Ingleses resistiram a todos os ataques dos Granadeiros e mais uma vez sem reforços os Franceses não quebraram a defesa, em desespero efectuam uma retirada desordenada e logo que a iniciaram os Ingleses laçam a cavalaria dos Dragões de Taylor em sua perseguição.
A cavalaria Portuguesa acompanhou o ataque mas recuou aos primeiros tiros…

Em resposta Junot avança com os dragões e com a Cavalaria Ligeira, mais experiente e com alguma manobra no terreno conseguem fazer recuar os Ingleses e aliviam a pressão da retirada, que foi definitiva pois a Batalha no centro em redor do Vimeiro estava terminada.

O ataque que deveria ter sido em simultâneo no lado oposto não o foi, a tentativa de passar a ribeira de Toledo causou problemas aos franceses.
A brigada Brenier encontrou dificuldades e fez um movimento de flanco ficando isolada da outra brigada, a brigada Solignac atravessou o ribeiro perto da Ventosa e posicionou-se para combate em frente das brigadas Inglesas de Fergusson, Nightingale e Bowes.

Isolados os Franceses Solignac atacou sem sucesso, e mais tarde depois do movimento de flanco e a vez de Brenier atacar na altura da Ventosa mas também sem capacidade de derrotar os Ingleses que respondem de frente e com a brigada Crawfurd no flanco, Brenier e feito prisioneiro.

Duas horas e meia depois do inicio da Batalha esta termina, com o atacante esgotado e sem animo a retirada é geral a caminho de Torres Vedras.

Os Franceses assinam a paz e a convenção de Sintra, que permite a retirada de Portugal ao invasor com armas e bagagens a caminho de França.

Assim termina a 1º Invasão Francesa.
Vitor Manuel Mestre - 2010

28 de julho de 2010

Batalha do Vimeiro 1808 - III Parte

A BATALHA DO VIMEIRO

Esta data seria o ponto de partida para a contribuição Inglesa na Guerra Peninsular, no dia 1 de Agosto várias brigadas Inglesas começaram a desembarcar na figueira da foz, o seu objectivo era expulsar Junot de Portugal e como comandante tinha o General Wellesley futuro Duque de Wellington.

Logo que Junot foi informado do desembarque, mandou ao encontro dos Ingleses a Divisão de Delabord, que estava na zona centro do pais a combater as revoltas populares assim como Loison.
No entanto o grosso do exército Francês continuava em Lisboa, deixando os Ingleses desembarcar todas as brigadas de infantaria, a cavalaria e a artilharia e tomando logo de seguida o caminho para a capital.
Delaborde já esperava ter o primeiro encontro em grande desvantagem numérica devido ao erro de Junot em sair tarde de Lisboa, apesar do confronto ser inevitável a 16 de Agosto na Roliça deu-se o combate que terminou com a retirada da divisão Delaborde, este combate não foi decisivo, apenas serviu para os Ingleses tomarem o primeiro impacto das Batalhas Napoleónicas.

Junot saiu de Lisboa e tomou o sentido da estrada de Torres Vedras, contava com a chegada de Loison e Delaborte para dar combate novamente aos Ingleses desta vez mais equilibrado.
Novamente deixou em Lisboa parte da divisão de infantaria, mais tarde em plena batalha este facto foi relevante pois ficou desde o inicio em inferioridade numérica em termos de infantaria, Junot tinha receio de uma revolta em Lisboa.

Na Noite de 20 de Agosto a brigada Ackland desembarcou em Porto Novo, este reforço veio ampliar o leque de defesa que Wellington tomou a volta da Vila do Vimeiro, a localização e a geografia do terreno proporcionava as forças Inglesas um ponto de defesa quase perfeito pois em caso de ataque bem sucedido por parte dos Franceses a posição permitia a retirada para o mar e o embarque das tropas minimamente organizado.

Já para Junot o terreno iria ser um dos principais problemas que durante a batalha as tropas tiveram pela frente.
A impossibilidade de contornar as posições de defesa obrigava a ataques frontais e a cavalaria não tinha capacidade para manobrar e proceder a ataques, sendo um dos pontos fortes dos Franceses a superioridade da cavalaria não teve efeito no desfecho do combate que tinha inicio na manha de 21.
Continua.